Ocorrência de FNO em equinos no Estado de São Paulo

Na cidade de São Paulo, capital do nosso Estado, um equino apresentou sinais neurológicos (ataxia e incoordenação) com rápida evolução do quadro para convulsões e decúbito persistente.  O Laboratório de Pesquisa em Virologia Animal da Universidade Federal de Minas Gerais (LPVA/UFMG) foi o responsável por analisar os primeiros materiais biológicos coletados em campo, confirmando a presença do vírus da família flaviridae. A imediata comunicação à Defesa Agropecuária sobre a confirmação do diagnóstico para Febre do Nilo Ocidental – FNO deu início ao trabalho de inteligência da Vigilância Agropecuária de nosso Estado. Providências junto ao Ministério da Agricultura e Agropecuária – MAPA, bem como com a Organização Mundial de Saúde Animal – OIE já estão em andamento para determinar as melhores forma para conter o avanço epidemiológico.
A Febre do Nilo Ocidental – FNO é de uma ZOONOSE; acomete seres humanos também. O contágio humano (via animal) ocorre geralmente por meio de contato direto com AVES e EQUINOS. A principal transmissão se dá pela picada de mosquitos, do gênero culex [pernilongo] infectados, assim como a Dengue, a Febre Amarela, Zika e Chikungunya. O primeiro caso em humano no Brasil foi registrado em 2014, no Piauí: O paciente apresentou encefalite e sobreviveu, embora tenha apresentado manutenção de sequelas neurológicas. Em 2018, mais de 100 pessoas morreram em decorrência de complicações com a FNO na Europa. O primeiro caso nas Américas foi em 1999. O Governo Federal criou em 2003 o Sistema Nacional de Vigilância da Febre do Nilo Ocidental no Brasil. Desde então foram registrados mais de 300 casos (nem todos confirmados) e 2 óbitos (confirmados) até o momento.
Não existe vacina ou tratamento antiviral específico. O tratamento é sintomático para redução da febre e outros sintomas. Para uma resposta eficiente do poder público, é preciso retomar os investimentos em educação e pesquisa, assim como para serviços de vigilância sanitária e epidemiológica animal, neste processo também é fundamental conferir maior autonomia ao corpo técnico de  trabalhadores públicos.
Até lá, a melhor maneira de prevenir a FNO (assim como muitas outras doenças) é evitar a presença de insetos, com as seguintes ações:

  1. Coloque em prática as orientações recebidas;
  2. Compartilhe informações seguras e corretas;
  3. Evite água parada;
  4. Ampliar investimentos com limpeza e saneamento básico;
  5. Utilizar telas nas janelas e portas;
  6. Destine o lixo de forma adequada (jamais na beira de estradas, rios, lotes, etc);
  7. Faça uso de repelentes (evite se intoxicar, priorize meios naturais);
  8. Evite manusear animais mortos. Evite o contato direto. Se você deve lidar com eles, usar luvas duplas de procedimento, que fornecem uma barreira protetora entre sua pele e sangue ou outros fluidos corporais; e
  9. Troque informações com os profissionais dos Postos de Saúde e das unidades de atendimento da Defesa Agropecuária;

Trabalhadores com maior risco são aqueles que trabalham ao ar livre, que incluem: trabalhadores rurais, técnicos agrícolas, agricultores, pecuaristas, médicos veterinários, agrônomos, zootecnistas, biólogos, paisagistas, jardineiros, trabalhadores da construção civil, entomologistas e outros trabalhadores de campo.
Em nota oficial o Serviço Público de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo informa que nos equinos o período de incubação da FNO é de 3 a 15 dias, podendo manifestar sinais clínicos em 10 a 40 % dos animais infectados. A mortalidade até o momento está entre 30 a 40% dos equinos contaminados, podendo haver recuperação após 7 dias do início dos sinais clínicos. Perante qualquer suspeita um Médico Veterinário deve ser consultado. O Serviço Público deve ser informado da confirmação do diagnostico por meio de exame laboratorial.
No Estado de São Paulo, o canal mais rápido e seguro para trocar informações específicas sobre a Febre do Nilo Ocidental – FNO nos equinos é pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equinos – PESE, o atendimento é realizado pelo e-mail:

pese@cda.sp.gov.br

Informações sobre suspeitas de ocorrência de FNO em equinos nos municípios de Itapira, Artur Nogueira, Conchal, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Estiva Gerbi, Holambra, Jaguariuna, Mogi Guaçu, Mogi-Mirim e Santo Antônio de Posse, devem ser efetuadas via e-mail oficial:

eda.mogimirim@cda.sp.gov.br

JM 2-9-19


Anexo I

Nota Oficial da Defesa Agropecuária de São Paulo sobre a ocorrência em equinos da Febre do Nilo Ocidental – FNO


Anexo II

Artigo do Ministério da Saúde do Brasil sobre a Febre do Nilo Ocidental – FNO

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