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Vivência pública

Havido leitor, precisamos conversar sério;
Cresci escutando causos e contos, a forma do caipira de ensinar sobre o que verdadeiramente importa. Minha eterna Gratidão aos meus avôs: Elydia Cima e Elbe Marquezini. Meu avô se banqueteia com os Deuses, minha avó conversa comigo sobre a vida. Em casa mãe e pai liam um conto por noite e a biblioteca ainda cresce. Sou verdadeiramente Privilegiado.
Meu primeiro contato com a política foi aos 15 anos de idade. Já líder de turma, nos primeiros meses de aulas, o veterano Renato me chama pra conversar: – Precisamos de novato, é preciso representatividade e você precisa entender como as coisas funcionam. Posso colocar seu nome? – Ele foi Presidente eleito da Coop-EAFI-MG, fui vice-presidente do Conselho Fiscal. Minha turma sempre foi a mais barulhenta: mais de 30 moleques, a única turma sem mulheres; e a melhor média. Auto-Organizados, mantinham um calendário de estudos extras. Ainda tive a honra de representá-los no Grêmio Estudantil entre outros projetos menores e temporários. No último ano, de manhãzinha ameaça greve para obter melhorias, ia almoçar no bandejão com ministros e secretários do Governo Lula, depois caminhava com eles pela escola, referência de ensino. “Aqui aprendem pescar sozinhos: Plantam e colhem a própria comida e limpam seus próprios territórios”, deveria ser o slogan. O governo retribuiu com concursos públicos isentos e maior autonomia administrativa e de gestão de recursos. Não importava a visão política dos representantes internos, o Governo Federal nomeava o líder da tríplice lista sempre. Em 2006 todos, alunos, professores, servidores, e representantes da sociedade civil, voltaram para Diretor da EAFI-MG.
Entre 2004 e 2006 foi construída biblioteca modelo, com funcionamento diário até a noite e nas manhãs de domingo. Sempre haviam várias rodas, fui expulso mais de uma vez pelo barulho. 1000 alunos, mais de 4000 refeições ao dia, mais de 4000 leitos de dormir. Lavanderia, enfermaria com alguns preventivos naturais, acompanhamento pedagógico e psicológico. Neste período ainda inaugurou cursos superiores, com posterior reconhecimento de suas faculdades. A Coop-EAFI-MG comercializava os produtos da Fazenda-Escola, era responsabilidade dos dirigentes da cooperativa o manter. Seguíamos uma escala: 1 dos 2 dias de atividades práticas no comércio local. No outro dia de prática, era o mesmo serviço dos “raspa bosta”: limpar chiqueiros; quebrar milho; colher frutas e verduras; fazer Doce de Leite; Roçar, capinar, podar e toda gama de trabalho diário e rotineiro de uma grande e diversa propriedade rural. A maioria de nós, como eu, já executava tais serviços antes da escola. Seguimos entre a caneta e o cheiro de curral, no coração atlântico do maior celeiro e maior concentração de água doce do mundo. Há 100 anos, o primeiro Patronato Agrícola do Brasil, uma instituição corretiva; Na década de 30 passa ser exclusivamente formativo: Aprendizado Agrícola; Na Década de 70: Escola Agrotécnica Federal; e, pouco antes de 2010: Campus de Inconfidentes-MG do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas.
Entre 2005 e 2007 estive engajado na Igreja Católica. A voz do povo é a voz de Deus, diziam. Levou anos para entender que o Cristianismo, infelizmente, tende mais para o imperialismo absolutista que para a razão dos 13 de Santo Cristo. Todo respeito aos ensinamentos do mestre Yeshua e seus discípulos, tento colocá-los em prática, mas seu legado está corrompido e precisamos superar o 1. Somos plural, existem muitos caminhos para a salvação. Todas envolvem amor, perdão e respeito. A obrigação ao culto divino é trabalho sacerdotal.
A bastilha caiu em 14 de Julho de 1789. Em 14 de julho de 2008 eu iniciei efetivo exercício como Técnico em Agropecuária na centenária Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, a SAA, na regional de Campinas. Em 2011 já tinha colega passando de departamento em departamento em campanha: – Um técnico não pode fazer isso… – Eu entendia: – Ele não pode fazer minhas obrigações não cumpridas! – Depois disso o Governo do Estado efetivou uma tiragem (que se esgotou rapidamente) de um livreto de atividades educativas sobre a Raiva dos Herbívoros de minha autoria e ilustração. Desenvolvi a arte visual para duas CEFAs, entre outras coisas fora os trabalhos corriqueiros comuns a todos servidores, incluindo atividades em campo (fundamental para uma efetiva vigilância sobre a qualidade de tudo que comemos).
Em 2013, já em Mogi Mirim, aceitei a função de substituir o Diretor I. Assumi interinamente a cadeira por cerca de 2 anos. Até que novamente: – Um técnico não pode fazer isso… – Em 2015 sofri uma agressão física. 18 de dezembro, por volta das 9h30 na estação de trabalho de atendimento ao usuário do serviço público da regional da SAA de Mogi Mirim. Havia acaba de concluir em um semestre o curso de Licenciatura e no outro semestre Bacharelado em História, encerrando minha participação no Centro Acadêmico.
O agressor, de finas e macias mãos, está praticamente aposentado. Ainda não julgado pela Justiça, nem pelo Executivo. De 2015 a 2017 tenho as únicas 4 reclamações registradas na ouvidoria em 11 anos de atendimento ao cidadão. Em uma delas respondi com prova documental da estreita ligação do agressor com o reclamante, assim como pela real incapacidade legal de se atender a demanda apresentada. Situação atual da servidor agredido: Não autorizado.
Em 2016 tive a honra de atuar como candidato a vice nas eleições ao lado de Cristiano Florence para Prefeito de Itapira, #PSOL50, nossa estreia ficou registrada com 11,5% dos votos válidos. Na vereança, Prof. Lio ficou em 5º, de 10, mas sem cadeira. Em 2018, eu pedi e os camaradas atenderam. Surpresa: 1.965 votos para Deputado Federal, espalhados por 182 municípios em todos os cantos do Estado de São Paulo. Dentro do 1º ¼ do bloco com maior votação na lista geral de candidatos.
Sempre fui só um rosto bonito e inteligente. O trabalho de verdade é executado pelos movimentos que estive engajado: Se a cidade fosse nossa: Itapira; PSOL; Sarau Cultural; Transcender o Conhecimento; Não a Taxa do Lixo; Movimento popular contra o reajuste do subsídio para agentes políticos de Itapira; Espaço Cultural Transcender; Conselho de Cultura e Conselho de Turismo; Circolo Italo-Brasiliano; Mostra de Artes Moderna e Contemporânea; M.M.D.C.; entre muitas outras iniciativas que auxiliei mais diretamente ou indiretamente. Minha caminhada é a caminhada de muitos e a caminhada de muitos é a minha também. Jamais caminhamos sozinho. Tudo é aprendizagem. Todo poder emana do Povo Reunido e Organizado.
Sempre pedi mudanças, inclusive comportamentais. 2019 está sendo o ano da renovação. É sobre isso que quero falar. Era hora de colocar a cara no Sol de verdade. Nasci com pensamento esquerdista, mas bebi, e muito, de outras fontes. Toda minha idealização, valores e filosofia tem base numa sociedade o mais democrática possível, com justiça e respeito. Entendo que, tudo isso está melhor representado no programa e e construção do PSOL 50. O único Partido do Brasil, o resto é balcão de negócio.
Em 2018 eu perdi o controle da situação, obviamente que não tinha estrutura para os projetos que me lancei. Longe de ser o tipo iludido, tenho ciência que a estrutura só vem com prática, e minha formação teórica está à uma cabeça sobre a média. Entendo que é exatamente para isso que existam partidos e outros movimentos, para que possamos ter vivência política, o que aprimora no autoconhecimento que por sua vez, auxilia na escolha frentes os caminhos da vida. Precisamos melhorar esse auxílio na caminhada política.
Considero que os principais aspectos construídos nestes anos estão colocados nestes primeiros 11 ensaios, publicados semanalmente e originalmente pelo Tribuna de Itapira.
Para apresentar tudo isso que vem se desenhando, na política e além, lancei o sítio eletrônico marquezini.com. Terão melhor experiência visual se acessado por computadores e notebooks. Me manterei nas redes pela página: facebook.com/Hist.marquezini; e instagram.

JM 27-8-19 – T.I. 8-9-19

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