Mister Brown

Quando iniciei a idealização do marquezini.com, a sessão MBAE (coisa) deveria ser para assuntos aleatórios, fora dos eixos principais: Cultura, História, Política, Tupi, Agropecuária e Religiosidade. Mas na prática, gostei mais da aparência de todas as publicações juntas, sendo o único local que podemos apreciar os diversos visuais abordados para cada ensaio publicado. Pois tudo é carinhosamente pensado para melhor transmitir a mensagem que desejo passar, tanto como peças únicas quanto no conjunto da obra toda.
Se esse foi o rumo que melhor finalizou os 7 pilares, não havendo intenção de se criar mais um, o desejo por sair das formas começa a martelar a mente. É chegada a hora que criar uma gaveta, caixa. Para manter a causa da divulgação do Tupi: Karamemûã.
Um espaço para peças que não compõem um interesse sem objetivos, sem metas, sem princípios. Fechando o ciclo de intenções originários para a plataforma.
Esse espaço, poderá eventualmente servir para apresentar temas trabalhados por amigos, assim divulgação de iniciativas que eu acredito e gosto.
Para começar, abriremos com um retrato que fiz em 2003, aos 14 anos de idade. Comecei a desenhar antes de falar, e sempre tentei suprir as dificuldades de leitura com arte (sintomas da cegueira das letras, a dislexia). Não se iludam, esse é o melhor desenho daquela época. É preciso treinar, errar, e corrigir muita coisa antes de concluir um trabalho neste nível de qualidade aos 14 anos de idade.
Mister Brown nasceu em Itapira, criação de Apaloosa’s do médico Milton Santana. Por não atingir os padrões de pelagens da raça, acabou saindo do círculos mais elitizados e pude conhecê-lo aprender muito sobre sua espécie. Quando fiz esse retrato, já dominava técnicas da chamada “doma racional”, uma forma de comunicação Homem-Equino que funciona muito. Então esse desenho representa essa ligação minha com o Brown. A melhoria do seu comportamento melhorou muito a medida que eu e ele nos entendemos cada vez mais. Uma série de alongamentos e exercícios diários provocaram aumento do rendimento e deixaram ele mais tranquilo para executar sua parte nas provas cronometradas. Tenho uma gratidão muito grande, ao Piano, que me provocou neste sentido, uma vez que ele próprio não havia muito tempo para se dedicar ao Brown.
Viajamos sul de Minas e centro-leste de São Paulo. Até que recusei uma proposta para trabalhar remunerado como treinador west para me dedicar aos estudos. De toda forma 2004 não iria mais trabalhar com Brow. Ingressei na EAFI-MG. Sem a devida atenção Brown voltava a irritar-se facilmente. Foi vendido logo. Só fiquei sabendo de sua passagem meses depois, segundo informado não resistiu mais que um mês longe de Itapira, mesmo estando na flora da idade e no auge do vigor físico.

JM 17-1-20 – T.I. 19-1-20

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