Una breve storia della Comunità Italiana di Itapira

Quanto aqui os portugueses chegaram queriam a propriedade porém sua utilidade efetiva era de posto de abastecimento das rotas de comércio luso-indianas. O método do saque era comum no processo de adquirir ervas, temperos e outras especiarias. No entanto na primeira tentativa de saque aos Tupi, 1517 próximo a Salvador, os Guarani saiam de todos os lados da mata, e parafraseando alguns registros de viagens “como fumaça saindo do chão, sem chance de defesa”. Assim a relação voltou a ser de posto de abastecimento português e administração Tupi.
A relação foi rompida quando Portugal investe contra o comércio de madeira Tupinambá com a França por mar e passa a estabelecer alianças bélicas com os Tupi-Guarani contra seus inimigos milenares: os Tupinambá; no continente todo. O objeto mais desejados pelos Tupi eram as machadinhas de ferro europeu, a tecnologia mais avançada da época. Graças a elas é que eram possíveis construir as grandes embarcações. No entanto o avanço do sistema Capitalista pela Europa exigia uma produção de matéria prima muito mais rápida e em maior quantidade da que os Tupi desejavam comercializar. Neste ponto a discussão se encerra com respeito às tradições Tupi, que como já escrevi em outros ensaios representam instruções de como manter o ciclo de vida das matas e florestas do mundo. Em 2018 o sistema de manutenção da vida na Terra chegou no limite da auto sustentabilidade, ou seja, toda a matéria prima que estão sendo extraídas da Terra não estão mais sendo recriadas. O Ciclo da Vida foi rompido.
Neste ponto da História, Portugal financia as Bandeiras num verdadeiro genocídio dos povos Tupi. Busque pela Histórias das Missões Jesuíticas do Sul do Brasil.
Então foi introduzida a mão-obra escrava. Milhares de africanos foram trazidos à força para trabalhar em tudo. Por 300 anos. O que aconteceu com todos os negros escravizados após a Abolição da Escravatura em 1888 ainda é objeto de estudos históricos, sendo ainda “cedo” para um resumo assim.
Nada acontece do dia para a noite. Em 1877 embarcações financiadas pela Inglaterra e São Paulo, a primeira vez que uma Província negocia diretamente com outro Império que não o Império do Brasil, deixam portos italianos com destino ao Santos. Provavelmente subiram a serra amontoados na Maria Fumaça, menos de 20 anos o Imperador Dom Pedro II havia passado pelo mesmo caminho, mas a pé ou, quando seguro, no lombo de Jumentos pelas trilhas de fila única tradicional da logística Tupi.
Os Italianos de nada  tiveram culpa sobre o sangue com essa Terra foi lavada, seja indígena ou negra. Embora alguns de nós, perdidos nas muitas verdades das histórias que nos circulam, acabam por reproduzir algumas fórmulas para serem aceitos socialmente, ma so che parliamo tutti molto e urliamo molto, insistiamo poco, a volte, ma non facciamo mai appello alla violenza e pochissimi di noi tentano deliberatamente di combattere la Vita.
A unificação italiana devastou o povo. Eram guerras entre nobres que não tinha fim. Campos de trigo eram queimados, aldeias saqueadas, centenas de famílias eram obrigadas a se mudarem, ou jurar fidelidade a outros senhores fora de suas tradições nativas. O Brasil prometia vida nova, terra vermelha e a liberdade Americana. Meus ancestrais compreendem engraxates dos arredores de Roma, coroinhas de Veneto, caixeiros viajantes, e outros trabalhos que sobram aos mais pobres. E minha descendência é quase a mesma de cerca de 70% da população. Tem primo que nunca nem conheci. Então minha família é Itapira, pra facilitar.
De Santos, os italianos foram espalhados pela Província. Campinas, Jundiaí, Amparo, Sorocaba, Piracicaba entre outros estações férreas. Os proprietários de terras exigiam uma produtiva ainda maior ainda a exigida dos negros, afinal agora “to pagando”. Os italianos então viviam das cadernetas nas vendas locais. Guardavam qualquer moeda que sobrece nas bolsas e trabalhavam debaixo de Sol e Chuva, comendo o mesmo prato típico italiano sopa de legumes e pão. Como ainda eram minoria e todo o resto da população exigia uma alimentação mais farta, e os grandes senhores capitalistas só plantavam cana, café e boi, a crise no abastecimento era inevitável, a fome levou os proprietários de terra a crises financeiras. Então inicia uma “reforma agrária” com venda de terras.
Histórias do meu avô, Elbe Marquezini, falam de seu pai adquiriu na ocasião terras da divisa de Serra Negra até próximo ao bairro do Istor Luppi (José Marquezini foi casado com Rosalina/Rosina (não lembro) Luppi, irmã de Istor). Isso correu com todas as famílias italiana, e mantiveram alianças matrimoniais internas até os anos 1980. Meu pai é um dos primeiro cujo nome representa outras origens territoriais, sendo um Machado (espanhol… Mas somos caboclos de fato, não é tão simples assim essas linearidades). Eu só entendi o tamanho do prejuízo da escravidão, quando entendi que os negros não conseguem contar esse tipo de História. Por isso é um erro pensarmos que a causa Italiana é uma causa racista e elitista, por mais que alguns de nós pensem somente na exclusividade.
Tem muita coisa para contar, se for entrar na História de outras famílias, como a dos Marcatti, cujo um dos familiares foi executado por se posicionar politicamente contra a Ditadura de Vargas em 1932,  onde ainda hoje liga Machadinho ao Barão. Mas só quero falar de mais um Italiano, Walter Ricciluca.
Ele me contou mais de um vez sobre como ele, filho de sapateiro, fora expulso de dentro do Clube VX, pelas mãos de um serviçal de origem africana, de luvas brancas, a mando do “presidente” pois ali só entrava as elites portuguesas. Na ocasião a Comunità se chamava Società Italiana e se reuniam em sua sede, nas adjacências do perímetro urbano, na João de Morais. Lá escutavam Mussolini, era o único canal de comunicação com a Itália. Estudei o fascínio, pelas letras italianas, mesmo Mussolini negava a presença crescente do nazismo, embora o fascismo seja igualmente discriminatório, mas como dizia o Wand, Hitler fez o holocausto, Mussolini dava umas palmadas e o povo foi trabalhar nos campos de trigo fascistas de livre vontade. O final de Mussolini foi condizente a de qualquer outro tirano, fuzilamento em praça pública, em Giulino, depois o corpo foi apedrejado por mais de 5000 populares, o ano era 1945.
Quando finda a 2 Guerra Mundial, todas as instâncias se fecharam aos Italianos, foram ligados diretamente às ideologias fascistas e nazistas, por terem ficado do lado da nação mãe num conflito que por aqui ninguém entendia direito. Eram poucas informações intercontinentais. Ricciluca contava que um belo dia foi chamado pela direção da escola, ele e outros haviam sido dispensados mais cedo. Os pais já haviam sido comunicados anteriormente e todos se recolheram em suas casas. No final da tarde começou apedrejamentos nas residências dos Italianos. Falava  de 2 dias trancados em casa, até que tudo se acalmou. Desde então a Società não se reuniu mais, a origem ítalo passou a ser vergonha e sua sede, sem demais explicações passa a abrigar as sessões da Câmara Municipal de Itapira até hoje.
Assim como no passado, somos humanos, e estamos perdidos e confusos. A História sempre ajuda na caminhada.

JM 24-1-20 – T.I. 26-1-20

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