Mamaé. Lápis aquarelado, sobre papel. 10,5x27cm

Xé rekóaé arekó

É conceito Tupi Antigo para expressar a individualidade do próprio ser

No ofício de historiador, o volume e velocidade das informações nas redes sociais, tem se mostrado um obstáculo chato.
Conforme as redes sociais vão se capitalizando, muitos mais obstáculos são criados. No início sempre como ferramentas que possibilitam organizar melhor as informações e ampliar a comunicação. Logo os detentores do capital, na busca de seu merecido lucro, injetam grandes fortunas nas redes. O resultado é uma super oferta de informação, com pouca ou nenhuma organização.
Esse contingente não representa variedade, confiabilidade e tão pouco originalidade. A fragmentação e volume de cópias é tanta que nem para a construção de uma micro história do indivíduo as redes sociais são eficientes em sua forma gratuita.
Muitas das coisas das quais eu acredito serem importantes, acabam por ser perdidas no meio desse contingente publieditorial, seja ele movido pela necessidade ou pela vaidade.Obtivemos mudanças tecnológicas, políticas e sociais muito abruptas nas últimas décadas. Somente as fórmulas cientificistas de divulgação não foram suficientes para explicar ou mesmo registrar de forma eficiente todo conhecimento gerado. Também existem formas de aprendizagem que necessitam de outras formas de abordagem. Logo sua assimilação em larga escala é igualmente prejudicada. Penso que aceitar teorias como a alemã Zeitgeist, contribui com o entendimento geral. O lúdico resume.
Assim a proposta primeira é a construção de um espaço que possibilite uma organização pública de temas que gosto de estudar e atuo.
História, Política, Cultura Tupi, Vigilância Agropecuária e Religiosidade, e por menores do universo que vivencio em Itapira.

Há espaço para notícias, mas longe de tentar se equiparar com qualquer impressa mais profissionalizada que este historiador metido a político. A princípio confio muito nas mídias tradicionais brasileiras, mesmo com todas suas tendências duvidosas.
Também trás um caráter político. Sou PSOLista por entender que existe um movimento atemporal dos homens buscando o fim de toda e qualquer forma de escravidão. A medida que vamos findando as correntes materiais avançamos sobre o fim das correntes culturais e ideológicas. É preciso deixar claro que, em nossa História, o PSOL já se marcou como ruptura com a antiga ordem. Sem horizonte revolucionário, nossa alternativa mais eficiente é assumir a bronca de desenvolver Socialismo e Liberdade no nosso dia-a-dia.
Sou servidor estadual, recém transferido para Itapira. Atuo na Unidade de Defesa Agropecuária de itapira, uma área que também desejo ter uma organização pública e funcional, de forma mais direta e transparente. Todavia, é importante frisar sempre: não se trata de via oficial.
Nasci em família de origem campesina e muito católica. A primeira função público social que desejei exercer foi a de padre. Usava como lema até pouco tempo o termo latino: Fidelis et Ratio; me considero um especialista em Dogmas Católicos e seus fundamentos, entre outras curiosidades cosmológica.
Também sempre estudei a manifestação religiosa de povos não cristãos. Sendo assim, não posso me calar frente ao avanço da fé com razão violada por pelos interesses financeiros. Como diz a sabedoria popular:

Deus não quer dinheiro não.
Deus quer coração, quer alma pura,
Deus é o dono do ouro e da prata, tá escrito na bíblia.
Se ele quisesse dinheiro ele não tava preocupado em salvar sua alma.
Ele ia se preocupar em salvar a Casa da Moeda, o Banco Central.
Não cai nessa não xará, sai fora…
Dinheiro aqui nasceu e aqui vai ficar!

Trilha sonora do gueto / Já era igreja, já era

JM 13-6-19