Nasce um mito-história: Tião Mulato

Nascido em meio ao rubro encorpado na calada da noite. Mulato teve o primeiro choro abafado pela chuvarada. Mãe e filho nasceram no mesmo lugar, debaixo do quarto dos senhores, no porão. Mas na noite que ela conheceu o mundo o silêncio reinava impiedosamente. Seu primeiro choro foi de susto, devido a rigidez  gélida dos ferros. O segundo choro, na mesma noite, foi logo depois que o chicote silenciou, para sempre, sua mãe. Assim, para ela, sem os ferros, o primeiro choro do filho Mulato era anúncio de um novo reino, e a chuva forte: benção da Mãe do Entardecer e das Tempestades.
Botem reparo. A mãe de Tião nenhum conhecimento detinha sobre sua própria mãe. Sabia que também era doméstica dos senhores. Aprendeu desde menina a ouvir e responder na estranha língua dos brancos, os derrotados no norte. O filho, Tião, nunca soube de pai, também nunca soube que a mãe fora açoitada, em pagamento por algumas das traquinagens do menino Mulato. Ninguém nunca falava sobre isso. Pouco se fala sobre as tristezas, senti-las já é o suficiente. Como agravante, a mãe sentia em seu coração a necessidade de esconder as crueldades humanas da inocente criança. A manutenção de mãe e filho como criadagem doméstica, era garantido pelo esquecimento das ocorrências dentro da propriedade e em especial dentro da casa grande. Os olhares sobre as curvas da mãe constituem outro fator que contribui para alguma certeza sobre estabilidade da pequena família. E, segundo os senhores, é mais fácil aturar a malcriadez do menino Mulato que ensinar outra preta. Nesse jogo de lembranças, os troncos e correntes ainda se faziam presentes, com a senzala passando por limpeza e reparos, para preservação da história. Já o complexo de benfeitorias, com o terreiro de chão batido ao centro, onde o povo Bantu habitava, deu lugar ao grande curral para a lida com o recém chegado gado de corte. Os pés de cafés foram dando lugar às pastagens. A capela dos antigos senhores, um outro tipo de branco ao que indica, ainda estava lá, entre a casa grande e a senzala, trancada.
Tião era carismático, somente os senhores lhe chamavam Mulato. Mesmo assim não era Bantu suficiente para entrar nas rodas de jongo. Isso costumava aborrecê-lo, mas agora já não importa, as rodas de jongo se acabaram. A tristeza foi suprimida pela novidade das rodas de viola da peãozada. Tião gostava do tom de vermelho dos tijolos, centenários, onde sempre fora escuro pelo secar do café. Cotidianamente os empregados se reuniam para escutar as ordens passadas pelos capitães do ma… digo, pelos Capatazes de Fazenda. A cor do piso do grande terreiro parecia perfeita para refletir adequadamente as luzes emitidas pela fogueira na noite.
O exato fim do povo Bantu, Tião nunca soube direito, era muito pra sabe e poca idade pra entende. Além disso havia muito trabalho com a construção do novo curral, amizades a se fazer com a peãozada e nas rodas de viola ele já conseguia entender quase tudo. Quando lhes chamavam de Mulato, o tom era amistoso, e por isso parou de se incomodar, assumindo de vez como seu próprio nome.
Das poucas preocupações que a mãe demonstrava, ele apenas compreendia o agradecimento a Iansã, sua protetora. A velha, antes de ir embora, sempre dizia – Tião é fio das chuva e dos ventu, depois que vei ao mundo, chuva nunca mais farto. – O que era verdade e colaborou para fazer de Tião Mulato um sujeito esguio, forte e alegre. Aos 12 anos de idade, os senhores já começaram a cobrar produção – Não alimentemos vagabundos – Rosnava o senhor mais velho e em sua estranha língua, com seu chapéu de abas largas, mas quebrado diferente dos paulistas.
Ninguém jamais haverá de sabe descreve a dor que uma mãe sente ao se despedir do menino com cara de homem. Montado em um pesado madrinheiro rosilho, liderando uma junta de burros de carga, o aspirante a boiadeiro se sentia errante.  Mostrando não reparar nas lágrimas da Mãe, se afastou para se juntar à comitiva de apoio. Era preciso alguma pressa, o gado já estava ficando inquieto no curral, e a comitiva de apoio precisa preparar o caminho para a boiada pesada. Na volta, trariam desmamados, comprados dos pequenos criadores pelo caminho. Era serviço pra mais de mês.
Na viagem Tião ficou ainda mais próximo do peão Charrua, um sujeito vermelho, de penetrantes olhos pretos absolutos, cabelos igualmente negros, muito lisos e longos. Charrua era o cozinheiro da comitiva e sempre foi muito preocupado com as montarias de todos. Mais Portuga e Casmurro, peões muito experientes em reclamar de pelegos finos e dores, formam assim a grande comitiva do Tião Mulato.
Na primeira semana de viagem, o jovem boiadeiro errante já era capaz de escolher o local de parada sozinho, quando longe de pousos e fazendas. Assim quando Charrua, Portuga e Casmurro alcançavam Mulato, o café já estava quente e o processo de montagem da cozinha já iniciará, com o jovem aprendiz correndo pelas kangas dos burros. Depois de toda peãozada comer, Mulato tinha de se apressar para sair antes de todos novamente, em busca do pouso noturno, uma tarefa mais delicada. Na segunda semana aprenderá que Charrua era um apelido, seu nome era  Zapicán. Ele vinha do Sul, e trouxe consigo uns cavalos crioulos da terra, mais fortes e mais resistentes, e mais emocionados. Os senhores não gostaram, mas a peãozada exigia ferramentas adequadas. Portuga era José e Casmurro, Alexandre. Cada nome. Tião Mulato é muito mais bonito. E na terceira semana Tião pediu para deixar o calor das panelas, gostaria de se dedicar a delicadeza das cordas da viola, sem o duro e pesado passo do forte rosilho.
Na parada da ceia, antes de dormirem, Tião, em comemoração pelas primeiras notas arrancadas, duramente, da viola, entendeu o motivo do nome aguardente. Semanas mais tarde, com um ensopado de porco e feijão para comemorar junto da mãe, Tião Mulato tocou e cantou sua primeira canção sertaneja. A mãe com zoio cheid’água, abraçou o filho após escutar – Charrua diz que quando toco e canto, até as estrelas dançam.
Tião Mulato alto, forte, carismático e companheiro, possuía uma voz grave como um trovão atingindo o peito dos ouvintes. As batidas repicadas na viola de cabaça, eram um abuso da boa vontade das cortas de crina improvisada, o som que o instrumento vazia quase que substituí a saudades dos atabaques e tambores das rodas de jongo. Tudo isso junto era uma experiência única. Não há quem não reconheça um Leão Africano, quando dá um grito na mata. Mãe e filho sabiam disso, e o jantar foi festejo de agradecimentos pelas graças de Iansã. Antes da ceia na casa grande, ela pediu licença aos senhores, Tião virou homem feito, queria agradecer. Os americanos  abaixaram a cabeça em alguns instantes de silêncio. Depois comentaram entre si o perfeito inglês da petra. Voltando rapidamente aos assuntos corriqueiros de negócios. Ela saiu da mesma forma silenciosa de frente, para voltar apressada com mais bebida.
Depois do jantar todos desceram, os senhores deixaram matar um boi, para fazer ao modo do Charrua, na fogueira de chão. A festa, segundo a peãozada, era em louvor a Santa Bárbara. E quanto Tião entrou na roda pra cantar e tocar, até os americanos largaram a carne ao molho de tomate do Charrua, para bater os pés, a sua própria moda, lembrando muito uma moda catira.
Mulato se sentiu um Rei, e ninguém jamais há de negar sua realeza.

JM 31-7-19 – T.I. 4-8-19

Quanto custa as duas lombada?

O que começou como piada tem se mostrado um verdadeiro problema. A instalação desenfreada de lombadas pela cidade de Itapira tem ganhado notoriedade junto aos populares. Relatos de trabalhadores dão que no percurso rotineiro passam por mais de uma dezena de tais obstáculos físicos nas nossas vias públicas. Com isso os equipamentos da suspensão tendem a sofrer desgastes mais rapidamente, ampliando o custos de manutenção do veículo do trabalhador itapirense. Má sinalização prejudicam uma frenagem adequada, provocando danos ao motor, além da suspensão, assim especula-se que uma lombada foi a possível causa da autocombustão do veículo de placa de São Paulo,  na Bernardino de Campos.
A Prefeitura se esclarece:

Contudo, importante salientar que a instalação dessas lombadas atendem pedidos/requerimentos dos moradores e usuários das vias públicas (…) o Departamento de Trânsito realiza uma análise do pleito.

Divisão de Atos Oficiais da Prefeitura Municipal de Itapira – resposta SIC nº NZKB3473 – 14-5-19

A instalação das ondulações transversais em vias públicas devem seguir critérios técnicos, dimensões padrões e sinalização adequada. Aspectos que juntos formam uma situação segura para todos, provocando menor dano possível ao veículo do trabalhador. Essa normatização é dada pela Resolução do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN:

Art. 1º A ondulação transversal pode ser utilizada onde se necessite reduzir a velocidade do veículo de forma imperativa, nos casos em que estudo técnico de engenharia de tráfego demonstre índice significativo ou risco potencial de acidentes cujo fator determinante é o excesso de velocidade praticado no local e onde outras alternativas de engenharia de tráfego são ineficazes.

Resolução CONTRAN nº 600, de 24 de maio de 2016

No Código de Trânsito Brasileiro – CTB, em seu artigo 94, lemos:

Parágrafo único. É proibida a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como redutores de velocidade (…)

Lei Federal nº 9.503 (CTB), de 23 de setembro de 1997

Já existem equipamentos muito mais eficazes e tecnológicos para a fiscalização do trânsito nas vias públicas, cujos resultados não se limitam ao controle da velocidade. Antes de qualquer coisa é preciso ter Educação para o trânsito desde o ensino fundamental.
Em pesquisas e debates realizados por movimentos populares de Itapira, vem constatando a ineficiência da atual administração frente a Educação básica. Se acomulam pedios e requesições de melhorias na Educação. No entanto de março até dezembro de 2017 foram atendidos pedidos suficientes para instalar 18 ondulações transversais novas, e em 2018, 35 ondulações transversais novas, totalizando 53 ondulações instaladas novas. E uma vez instaladas, sua remoção é um custo ainda maior. É necessário mais informações, e posicionamento de profissionais do trânsito e urbanistas para entendermos qual melhor caminho para resolver esse conflito criado no já complexo trânsito itapirense.
Estamos em crise, e o capitalismo vive de crises, e times is money… passemos as contas públicas que envolvem um lombada em Itapira… Via Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão da Prefeitura Municipal de Itapira foi solicitado o valor de uma lombada instalada:

(…) atualmente, o custo de uma lombada varia de R$4.000,00 a R$7.000,00, pois leva-se em conta o tamanho da lombada e a largura da via.
(…) não estão inclusos os gastos com as instalações de lombadas, pois esses são considerados custos extras, pagos com recursos próprios do tesouro municipal.
Para a instalação dessas lombadas no nosso Município a Secretaria de Recurso de Materiais realiza a compra da massa asfáltica e a Secretaria de Serviços Públicos disponibiliza a mão de obra necessária, através de sua equipe.

Divisão de Atos Oficiais da Prefeitura Municipal de Itapira – resposta SIC nº NZKB3473 – 14-5-19

Trocando em miúdos: O custo final das lombadas instaladas em Itapira é desconhecido.
Em pesquisas no portal da transparência, última verificação no dia 25-7-19, não foi localizado nenhuma despesa com os termos “massa asfáltica”, nem “lombada”, tão pouco “ondulação transversal” ou mesmo “pavimentação”. Foram encontrados registros referentes ao pagamento do “Convênio Recap Asfáltico 2016 (BM)”, no valor de R$ 599.999,85. Outros pagamentos referentes aos “Convênio Recap Asfáltico 05/2016 (BM)”, “Convênio Recap Asfáltico ‘A’ (Silvio T)”, “Convênio Recap Asfáltico ‘B’ (Carlos S)” e “Convênio Recapeamento Asfáltico 2018- BM”, somando o valor de R$ 470.437,55. As informações são muito genéricas e sem uma forma eficiente de cruzar informações. Então se optou por solicitar informações via SIC, cuja informação foi mais uma vez muito genérica e faltando dados.
No valor apresentado pela Prefeitura (4 a 7 mil reais por lombada) não é incluso mão-de-obra, a manutenção das ferramentas, nem mesmo a depreciação do maquinário, uma vez que o serviço de instalação é da Secretaria de Serviço Público. Imaginando um custo médio de R$ 5.000,00 de massa asfáltica por lombada, essas 53 ondulações transversais, custaram ao bolso do cidadão no mínimo R$ 265.000,00, somente de massa asfáltica. Na prática, o mesmo recurso poderia ser dirigido a tapar buracos em vias mais distantes dos caminho das empresas amigas. Essa é uma tomada de decisão política que diferencia políticos de políticos. O mesmo se repete por todos as secretarias do Governo de Itapira, escalão menor e base fundamental de sustentação da diplomacia da ALESP. E se repete aos Berros! R$ 2 milhões para as construtoras é pouco (construí-se uma creche, fecha-se outra para reforma. Mas ainda tem criança sem vaga).
É preciso analisar as possibilidade, a prefeitura disse que analisou:

Em atenção à solicitação cadastrada no SIC, sob código KCHSZACK, informamos que, de acordo com a Secretaria de Defesa Social/Departamento de Trânsito, foi realizado em 2017 o levantamento de custo para a implantação, no nosso Município, (…) cujo custo foi estimado em R$1.378.472,00 (um milhão, trezentos e setenta e oito mil, quatrocentos e setenta e dois reais), pelo período de 12 meses, tornando-se inviável.

Divisão de Atos Oficiais da Prefeitura Municipal de Itapira – resposta SIC nº KCHSZACK – 10-6-19

Diversos municípios vizinhos adotaram a política pública de fiscalizar o trânsito com auxílio de equipamentos eletrônicos. Importante salientar que não estamos nos limitando a velocidade, mas toda uma vigilância com uso de câmeras e equipamentos e coletores de informações sobre o tráfego. A coleta de dados é fundamental para se decidir sobre as melhores formas de melhorar o trânsito, assim como para pontuar ações de educação entre outras. Falta fiscalização, sobra motos circulando na contramão, executando manobras arriscadas, mesmo em vias movimentadas e em hora de pico, motoristas falando ao celular, motorista com cachorro no colo, veículos (inclusive da prefeitura) estacionados em locais proibidos, ou mal estacionados, e por aí vai. A pouca fiscalização de Itapira gerou uma arrecadação com multas previstas no Código Brasileiro de Trânsito no ano de 2016 de R$ 100.541,84, e no ano de 2017 o montante de R$ 157.760,94.Em Águas de Lindóia a arrecadação com fiscalização de trânsito foi R$ 1.321.348,74 em 2016 e de R$ 1.873.205,00 em 2017. Lindoya, nos mesmo códigos de arrecadação, R$ 1.675.247,25, em 2016 e R$ 1.497.220,57 em 2017. Mogi Mirim no final do funcionamento do sistema eletrônico, o montante em 2016 foi de R$ 1.618.491,49 e em 2017 foi de R$ 819.594,92. E em Mogi Guaçu, arrecadou-se em 2016 R$ 1.450.309,33 e em 2017 R$ 3.902.392,06. Mas para o Prefeito Paganini a fiscalização eletrônica é inviável.

JM 25-7-19 – T.I. 28-7-19


ANEXO I
Portal da Transparência de Itapira

Itapira 200

Oficialmente, em 24/10/2020 Itapira completará 200 anos de sua fundação.
Soube aproveitar algumas oportunidades de aprofundar estudos históricos dirigidos na História de Itapira. Para a conclusão do curso de licenciatura estudei com mais ímpeto a relação entre as micro histórias com as superestruturas sociais. Sempre atento às consequências, divergências, confluências e influências. Sem deixar de lado as curiosidades.
Desde que conheci o termo, aos 20 anos de idade, me considero um estudioso das mentalidades. Logo o ensino e aplicação da História, assim como sua importância social e emocional se tornaram minha principal linha de raciocínio historiográfico. nesta confluência de fatores que nasceu o trabalho: O local como premissa: uma análise do ensino de História pela visão da história local; Cuja apresentação foi um intenso debate por quase 2 horas. A discussão se deu sobre a utilização das narrativas puramente orais, sem qualquer comprovação arqueológica, como fonte histórica. Minha posição parte do entendimento do conceito de memória coletiva. Linha do pensamento historiográfico interdisciplinar com a psicologia, cujo exponencial global é a psicóloga brasileira Ecléa Bosi. Neste trabalho li quase toda produção da professora da USP, além de entrevistas, mas utilizei como base principal apenas o livro: memória e sociedade: lembranças de velhos; É o trabalho que mais aborda a questão da memória individual em sua relação com a memória coletiva e como isso influencia e cria as narrativas orais coletivizadas.
O pilar para a prática historicizante foram os resultados dos estudos de um dos meus professores junto de aluno em iniciação científica, João Miguel e Gabriel Baroni: História fabricada: controvérsias em torno da fundação da cidade de Campinas; sendo também consultados pesquisas sobre outras cidades do interior de São Paulo.
Discutida e aprovada minha forma de pensar as relações entre as memórias e como elas formam, com apoio arqueológico, a História. Era preciso colocar a teorização em prática. Então o segundo trabalho, o trabalho para obtenção do grau de bacharel foi um profundo estudo de caso: Jácomo Mandatto e a História de Itapira: uma reflexão entre memória e história. Sempre lembrando que somos uma sociedade sem uma História escrita pela e para a academia de Historiadores, Sociólogos, entre outros profissionais das Ciências Sociais. Compreendi então os motivos que levaram Lilian Schwarcz iniciar sua apresentação da obra apologia da História (BLOCH, 2001) com um ditado creditado aos árabes: “os homens se parecem mais com sua época do que com seus pais”. Em tal trabalho busquei mostrar como Mandatto entende e apresenta a interação entre ocorridos em Itapira, em São Paulo e no Brasil aos longo dos últimos 200 anos. O trabalho em questão, foi aprovado, porém dado como inconcluso. O que prova a tese geral: sem a vivência da memória coletiva oral, sem real compreensão da proximidade da narrativa do escritor com os inúmeros causos e contos orais de sua localidade, se utilizando das fontes arqueológicas como base para provar a veracidade do que se conta por aí, o trabalho acadêmico parece não ter um fim em si mesmo. Pois significado está na memória. A História organiza todo o conhecimento, apenas.
Em ambos foram efetuados levantes das produções sobre História de Itapira de diversos memorialistas e suas formas de contar nossa história ao longo destes 2 séculos de cultura europeia. Dentro da concepção de história local, destacando os lugares de memória que coexistem nas três dimensões: material, simbólica e funcional. Considerando ainda o resultados dos estudos do doutor em Ciências Sociais, professor Ediano Dionísio do Prado: “Vila Ilze”: o viver fragmentado do “boiá-fria”: um estudo sobre o cotidiano dos trabalhadores volantes de Itapira; formam as bases fundamentais de todo meu conhecimento sobre a História de Itapira.
Nenhum estudo histórico possuí uma conclusão em si mesmo, embora ocorram muitos esforços para se mostrar o inverso. A conclusão é o leitor que dá, considerando as questões que lhe afligem. Nós, Historiadores, apenas traduzimos acontecidos passados para as formas contemporâneas, facilitando o entendimento sobre rupturas e continuidades ao longo da existência do homo sapiens e da Terra. Buscamos nas palavras em uso hoje, expressar lógicas de ontem, na esperança do entendimento sobre conflitos hoje e quiçá auxiliar num melhor planejamento do amanhã e na resolução de conflitos sociais. A utopia que vislumbro não se trata de uma sociedades sem conflitos, Minha utopia é um pouco mais real. Os conflitos são resolvidos de forma civilizada, havendo compensações e colaboração coletiva. Pois tudo, de uma forma ou outra, menos ou mais diretamente, está interligado. Somos seres sociais por necessidade, é preciso entender isso de uma vez por todas. Não adianta se isolar. Pior ainda é tentar censurar o outro, ou tentar subjugá-lo dentro de um padrão, não iremos ter progresso nesse caminho.
O conforto individual e coletivo são frutos do progresso. O progresso só vem do autoconhecimento individual aliada a empatia com o outro. Estes, por sua vez, são frutos do conhecimento aliado da liberdade de expressão. O resultado é a sabedoria, ingrediente vital para qualquer sociedade que deseja se chamar democrática. O conhecimento sobre os últimos 200 anos é bastante profundo, com diversidade de autores e temas. Essa produção está longe de seu fim, eu mesmo pretendo ainda escrever muitas coisas sobre. Porém o momento pede ênfase nos conhecimentos que estão a beira da total e completa extinção.
É fato que, os europeus são responsáveis diretos pelo fim de culturas inteiras ao redor do globo terrestres, sem entrar no mérito do proposital ou acidental. Em suas explorações marítimas encontraram a tão desejosa Terra Brasilis, dos mitos nórdicos, mas não se preocuparam em preservar o que fazia dessas terras o verdadeiro paraíso atlântico. Em seus individualismos, os povos europeus dizimaram civilizações paleoameríndios, cujo crime foi recebê-los como potenciais parceiros comerciais. Onde hoje chamamos de México, palácios e templos piramidais, que levaram séculos para serem finalizados, com toneladas de pedra perfeitamente encaixadas e adornadas ricamente de cores e relevos esculpidos por mãos humanas, sumiram completamente em poucos anos de investida espanhola. Machu Picchu restou pois era uma cidade de veraneio, não estava em período de uso durante as primeiras investidas espanholas. E foi assim que os antigos deuses das Américas esconderam por 411 anos sua existência dos europeus. Servindo a nós, hoje, de prova arqueológica da existência de ao menos uma organização social muito mais avançada que a dos saqueadores espanhóis.
Os nativos que sobreviveram às primeiras investidas portuguesas e espanholas devem isso ao seu valor de mercado como escravo, pois aos cristãos, em primeira instância, as pessoas que aqui habitavam nem alma possuíam e sua forma de arte e de vida foi dada como selvageria, caracterizando culto ao profano. E assim todas as Américas conheceram a fome e o frio europeu. Ainda hoje os remanescentes culturais desses povos nativos têm sua humanidade desprezada. Muitos preferem acreditar em qualquer devaneio sobre alienígenas construtores, do que aceitar que foram mentes e mãos nativas que construíram cidades como Machu Picchu. Desconsideramos que a alimentação típica europeia é sopa (com bastante água e pouco legume) e pão (trigo). Mandioca, pimenta, cacau, amendoim, erva mate, palmito, mamão, abacaxi, abóbora, batata doce, baunilha e inhame são alimentos que os europeus somente tiveram acesso depois de conhecer os Tupis. Milho, tomate,  mirtilo (blueberry), cranberries, morango, abóbora, girassol, abacate e leguminosas são alimentos oriundos das Américas central e do norte. A total variedade da alimentação de origem Tupi ainda é desconhecida, vira e mexe re-descobrimos algum sabor brasileiro.
Esse é a introdução de uma série de ensaios sobre o modo de vida dos povos Tupis, assim como os primeiros contatos com os povos europeus, processo fundamental da formação da cultura caipira do interior paulista.

JM 18-7-19 – T.I. 21-7-19

A vigilância contra a febre aftosa no Brasil é modelo mundial

Foto feita em 9‎ de ‎maio de ‎2013, durante vacinação assistida na Fazenda Baronesa, Itapira-SP

A febre aftosa é a doença vesicular animal viral aguda, altamente transmissível. Ataca especialmente animais de casco fendido, cujo o controle e tentativa de erradicação se dá pela vacinação de bovinos e bubalinos. Se trata de uma zoonose, transmissível ao homem. Porém os principais prejuízos são de ordem do bem estar animal e especialmente econômico.
Mercados como a união europeia, desejam a erradicação da Febre Aftosa. Como consequência direta da falta de compromisso com a saúde pública de uma parcela mínima dos produtores, que não aplicam corretamente a vacina, prejudicam toda a nação.
Em São Paulo, o último foco foi em 1996, e desde 1998, o órgão responsável pelo controle e erradicação da febre aftosa é a Coordenadoria de Defesa Agropecuária.

Vede escuro: Livre SEM vacina; Verde claro: Livre COM vacina; Vermelho: Zona susceptível; e Cinza: Risco desconhecido.

Prejuízos históricos com a febre aftosa

Em casos de emergências epidemiológicas, a velocidade e segurança das informações são fatores determinantes para o sucesso do trabalho para minimizar prejuízos econômicos, riscos para saúde de outros animais e evitar contágio aos humanos.
A doença foi relatada oficialmente no Brasil em 1895. Se alastrou ferozmente pelo país, sendo endêmica durante toda a primeira metade do século XX.
Somente em 1950 que começamos a pensar, discutir e aplicar práticas de vigilância agropecuária. No mesmo ano aconteceu a 1ª Conferência Nacional da Febre Aftosa.
As práticas de vigilância epidemiológica, com coleta de informações, iniciou na década de 60, quando foram registradas 2.748 focos.
Com o aprimoramento da inteligência e o início de programas de conscientização, além da efetiva contratação de mão-de-obra especializada para o serviço de saúde pública animal, conseguimos registrar quase todos os focos da doença na década de 70, somando  66.114 focos. Neste período a mortalidade variou de 40% a 60% do rebanho, em decorrência da alta febre e das muitas aftas que ela provoca.
Entre os anos 60 e 70, maior epidemia no Brasil, a mortalidade chegou há 88% em alguns focos. Porém ao final da década de 70, com práticas sanitárias sendo aplicadas pelos serviços públicos de vigilância e com a colaboração dos produtores rurais, a mortalidade foi reduzida para 34,43%.
Nas décadas seguintes os casos foram diminuindo consideravelmente: 25.248 focos nos anos 90; e 7.550 focos na década de 90.
Em 2000, no RS, um foco chegou a 3.439 km², envolvendo aproximadamente 130.000 animais. Além de sacrifício sanitário de 8.185 bovinos, 772 ovinos, 4 caprinos e 2.106 suínos, os prejuízos chegaram a US$ 1.150 milhões. Sem contabilizar os encargos trabalhistas dos vigilantes, do brasil todo, que tiveram de atuar emergencialmente para conter e limitar a proliferação do vírus novamente.
Finalmente em 2002 o Brasil viveu seu primeiro ano livre de febre aftosa desde 1895.
De acordo com o portal FMD, da Organização Mundial da Saúde Animal – OIE, o Brasil, Equador, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguaia, são zonas livres da Febre Aftosa com vacinação. O estado de Santa Catarina, o Suriname, as Guianas francesas,  Peru e Chile são zonas livre de Febre Aftosa sem vacinação. Na Guiana a classificação de risco é desconhecida pela OIE e a Colômbia é dada como zona suscetível a Febre Aftosa.
Estima-se que a doença circule em 77% da população mundial de animais, na África, no Oriente Médio e na Ásia. Os países atualmente livres da febre aftosa permanecem sob constante ameaça de incursão.

Serviço público de vigilância agropecuária no Brasil

Para ilustrar a questão podemos apontar diversos problemas e falhas na tentativa de unificação dos serviços públicos no Brasil. Sempre atribuímos isso a nossa proporção territorial continental. Assim programas como o SUS ainda penam para se fazer de fato um serviço único com a qualidade que nós, brasileiros, merecemos.
No entanto as medidas adotadas no Brasil contra a Febre Aftosa, em especial entre as décadas de 60 e 70,  criaram um modelo de trabalho integrado entre as municipalidades, os estados e a federação, com grande colaboração dos produtores, pequenos e grandes, e de entidades e iniciativas privadas.
O sucesso se deu pelo empenho dos servidores públicos no levantamento de informações e realização de ações diretas no campo, juntos dos produtores, assim como a constante melhoria da qualidade das vacinas e na identificação de áreas de risco. Ainda foi desenvolvido um grande estudo sobre o trânsito de animais vivos no Brasil em comparativo a ocorrência da doença. Nossa principal arma contra a Febre Aftosa, e de outras doenças e pragas, se dá pelo controle do trânsito dos animais e produtos da agropecuária.
Todo esse trabalho, que já conta com mais de 70 dedicados anos à saúde animal e a qualidade dos alimentos, fizeram entidades como a Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, reconhecer o Brasil como país modelo em boas práticas de vigilância agropecuária.

Serviço de vigilância agropecuária em São Paulo

Em 2019 podemos, orgulhosamente, dizer que a vigilância agropecuária no Estado de São Paulo é totalmente integrado e em tempo real desde meados de 2007, graças a inovação representada pelo  Sistema de Informação de Defesa Agropecuária de São Paulo – SIDASP web (desenvolvido por servidores técnicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento – SAA).
Com o sucesso operacional do SIDASP web e considerando novas tecnologias, nos anos 2000 foi encomendado a ferramenta de Gestão de Defesa Agropecuária Animal e Vegetal – GEDAVE. Iniciado em 2013, já com possibilidade de acesso direto pelo produtores rurais e demais profissionais do setor agropecuário, o GEDAVE recebe atualizações e melhorias constantes, integrando cada vez mais os muitos serviços de vigilância agropecuária que, são reflexo também do conhecimento gerado no combate a Febre Aftosa no Brasil. Atualmente existe um empenho maior para a total implementação de módulos de vigilância sobre a utilização de agrotóxicos.
Segundo dados oficiais o rebanho paulista de bovinos supera os 10 milhões de cabeças. Destes 33.862 bovídeos estão em Itapira. Registramos eficiência de vacinação na casa de 98%.
A não vacinação e a não comunicação da vacinação são passível de penalização, medida preventiva contra descontrole sanitário pela falta de informações.
O Estado de São Paulo é classificado, pelo MAPA e OIE como: livre de Febre Aftosa COM vacina. Rumo a certificação internacional de território livre sem vacina, a dose da vacina contra febre aftosa foi reduzida esse ano, de 5 ml para 2 ml por bovídeo.
Mais do que nunca é preciso que todos os produtores tomem consciência sobre esse processo e ajustem seu manejo dentro das boas práticas produtivas. Já estamos passando por inúmeros retrocessos, a Febre Aftosa não pode ser mais um deles. Não temos condições sociais e econômicas para uma crise na cadeia produtiva de carnes. Ainda mais, em tempos que se deseja livre exportação de animais vivos.

Serviço de vigilância agropecuária em Itapira

A partir de novembro de 2018 a Casa da Agricultura de Itapira voltou a contar com técnico em agropecuária com exclusividade no serviço público de vigilância agropecuária.
João Marquezini, Ingressou na Defesa Agropecuária de São Paulo em 2008. Atua nas áreas de comunicação, identidade visual, gestão de documentos e processos da administração pública direta, além das atribuições de vigilância ativa.
Em Itapira espera implementar formas de ação que possibilitem não somente a manutenção da eficiência contra a Febre Aftosa, como também se espera contribuir para um avanço mínimo de comportamento dos produtores locais em relação às questões sanitários e epidemiológicos.
É fundamental que todos os envolvidos entendam que o Serviço de Vigilância Agropecuária é parte fundamental para a manutenção da saúde animal e humana, além de garantir melhor alimentação de todos. Além de manter rodas de comércio abertas.

(14-7-8 – 11 anos SP) JM 26-6-19 – T.I. 14-7-19

Principal referência bibliográfica
LYRA, T. M. P.; SILVA, J. A. A febre aftosa no Brasil: 1960-2002. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.56, n.5, p.565-576, 2004.

Ao soldado desconhecido

Ideologia mata. A primeira vez que ouvi isso foi no curso de História, da PUC-Campinas. Eu já estudava os movimentos que culminaram no que chamamos de Revolução de 1932. Fiquei em choque. Fechei a cara. Nem lembro sobre a explanação do professor sobre essa afirmação. Mas ela ficou martelando na minha cabeça.
Estima-se que mais de 100.000  civis se alistaram para defender o modo de vida paulista. Eu conheci 1 deles, na mesma época que escutei essa frase do professor ideológico do liberalismo.
De repente estávamos eu, Carlos, Eric e Gisele indo para Ribeirão Preto. Recém completos 100 anos de idade, José Mango, mecânico do interior paulista, aceitou nos receber para contar um pouco de vivência como soldado voluntário na Revolução de 1932, quando contava 19 anos de idade.
O ex-combatente constitucionalista Mango não nos deixou sem antes receber seu título de cidadão itapirense, havendo ele participado da resistência no Morro do Gravi.
Conhecer e escutar a história de José Mango, um soldado conhecido e reconhecido, em meu coração foi como conhecer centenas de jovens querendo mudar o mundo. Jovens que viram Vargas desfilar com seu batalhão para o Rio de Janeiro, capital da Velha República do Brasil. Cavalos amarrados tranquilamente no obelisco, em 1930. 1932 era para ser só mais uma etapa do amadurecimento da Democracia Brasileira. Vargas nunca gostou muito da democracia.  Ideologia mata.
Toda vez que penso em Mango eu lembro da feição dele quando me respondeu a pergunta sobre Vargas: – Ele não poderia ter permitido uma guerra.
O mausoléu do Gravi logo tiveram os corpos exumados e transferidos em procissão religiosa, sob orações de toda Itapira, até o cemitério da Saudade. E em 25 de janeiro de 1934 é inaugurado o primeiro monumento ao Soldado Desconhecido de São Paulo. Assim como também é oficializado o mausoléu no cemitério da Saudade, com busco alusivo ao Soldado Desconhecido, observando o horizonte de Itapira em sua eterna guarda, em honra a todos que tombaram pela democracia cujo nomes e histórias desconhecemos. O Soldado Desconhecido.
É pra existir gravações da conversa com José mango em ‎2‎ de ‎fevereiro‎ de ‎2013. Em minhas memórias o guardo de olhar firme e sereno. Sobrevivente da guerra civil de 1932, se dizia cansado da vida, mas disposto a responder e explicar detalhadamente sobre nossas questões de falar sobre sua passagem com soldado em Itapira.
Diante da realidade de seu futuro traçado, as utópicas trombetas da guerra lhe chamaram atenção. Já na plataforma de embarque do trem para a capital, se despede do irmão em uma última tentativa de comove-lo, a pedido da mãe, para esquecer da guerra. Tudo muito rápido.
Na capital o jovem recém alistado apresenta problemas de saúde e permanece tempos na enfermaria, juntos de muitos outros voluntários. Recebida alta, pega trem para o fronte de batalha no Gravi. Mango relata que acredita que o fuzil que deram a ele, no desembarque, poderia facilmente ser de outro voluntário recém caído em batalha.
BOMBA! falhou… Deserção… Farda enterrada… Estrada.. Roupas no varal… ir para capital, se alistar novamente. Cessar fogo.
Uma professora que residia próximo a estação de trem de Itapira, relata que mesmo depois de 80 anos, ela ainda sonhava com gemidos oriundos dos vagões deixando sangre sobre os trilhos. O barulho do aço contra aço é incapaz de abafar choro e gemido de dor e agonia das centenas de feridos em batalhas. Na maca de socorro a farda é de um vermelho comum a todos os homens, sejam os que acreditam na manutenção ou os que crêem na  mudança. Ideologia mata. Mango, pelo visto tinha muita bravura. Pouco idealismo. Eu tenho pouca bravura, mas muito idealismo. Por isso não desejo me alistar em nenhuma revolução.
Em 14 de julho os Franceses comemoram a Revolução Francesa. A elite paulista dizia querer o mesmo no Brasil, os esforços foram para que a guerra contra o regime autoritário de vargas se deflagrasse exatamente em 14 de Julho de 1932. Porém ocorridos nas manifestações de 23 de maio, fizeram as coisas se adiantarem. São Paulo declarou-se independente do resto do Brasil, assim a República de São Paulo existiu oficialmente de 9 de julho a 2 de outubro de 1932. Relatos contam que soldados batiam nas casas perguntando as pessoas se consideravam-se brasileiras ou paulistas. O que gerou o exagerado sentimento separatista. No entanto tudo isso apenas serviu para que a nobreza paulista entendesse que não se vive separado do Brasil. A tão desejosa nacionalidade varguista foi assim alcançada.
Em memória dos homens e mulheres que caíram na luta pela liberdade. Em especial os jovens paulistas de 1932 que tiveram menos sorte que José Mango.

JM 13-7-19

Divindade eletrônica musical

Para muitos povos a música não tem significado verbal, mas sim emocional. Em antigas culturas paleoameríndias, que também possuíam uma relação diplomática continental, as mais velhas expressavam os sentimentos e aflições coletivas das mães. A sábia, a mãe pela qual toda as mulheres buscavam em momentos de aflição e angústia íntima, inicia no raiar do dia o clima que a aldeia iria seguir ao longo do dia. Se os tempos eram de festas a música era alegre e cativante. Se são dias de escassez, doenças e pragas, elas lamentam o choro do clamor e apelo à intervenção pela piedade divina de nossas pobres almas. Os homens assumem os trabalhos de lavoura, caça e coleta sob este mesmo ritmo. Mas cuidado, moças que tentam fugir dos lamentas da mãe, o boto, galante e bailante, está sempre à espreita.
A música é íntima. É coletiva. É atraente. É repulsiva. É a constância e a Ruptura. Nenhuma forma de música, jamais pode e deve ser proibida.
O Trance psicodélico é uma forma de expressão musical eletrônica, parte fundamental de um processo de construção intercultural musical milenar humano, produto oriundo da interação com outros universos, que vem se beneficiando dos processos de evolução tecnológico. Hoje produzimos facilmente uma hora de música ininterrupta, muitas vezes de sons e arranjos originais. Antes havia a impossibilidade tecnológica para armazenar tanta informação. O MP3 suportava poucas centenas de músicas. Hoje qualquer celular armazena milhares delas. Logo, poder fazer festas com mais de 12 horas de duração ininterruptas de música de qualidade é a maior demonstração do avanço tecnológico humano. E tudo o que há de mais avançado na tecnologia musical. Também queremos e usamos outros avanços tecnológicos como tecido impermeável de verdade, pra gente parar de ser enganado com barracas que molham mais dentro que fora. Mais produtos de beleza que possam proteger a pele dos raios muito forte do Sol, e o Sol nasceu pra todos. Também queremos avanços tecnológicos para reaproveitar ou diminuir nossos resíduos. Sem desligar o som, por favor.
Queremos ainda dar uma trilha sonora até para quem ficou de fora dessa. E isso tudo é proibido em Itapira. E está tudo bem para muita gente. Para alguns, menor número ainda, é até melhor assim. Desconsideram o número de empregos que são gerados, além da total e completa demonstração de desprezo pelo complexo trabalho de administrar uma festa com mais de 36 horas, para 5000 pessoas. Festas menores, mas com público muito superior, tem o agravante de contar um com parte do público que parece ter desejo pela contravenção. No entanto quanto maior, mais proibida ela é. Depois não adianta reclamar que deu ruim na festa, o Trance psicodélico precisa de tempo para agir.
Era sobre isso que eu refletia enquanto fazia esse trabalho de desenho com lápis de cor. Quase todos meus trabalhos são fruto de uma reflexão. É minha forma de organizar informações sobre questões complexas, como um set bem produzido de FullOn Morning.

JM 8-7-19

Cristiano Florence trabalha para impedir município de contrair mais dívidas

Na última sexta, 28 de junho de 2019, o advogado Cristiano Florence ingressou com representação na promotoria apontando os muitos problemas com o Projeto de Lei 035/2019. Projeto que foi aprovado pela Câmara de Vereadores, para que Itapira possa emprestar R$ 30.000.000,00. Espera-se que o Ministério Público instaure inquérito civil para apurar questões acerca da contração de dívida, para que o último ano da gestão Paganini não feche no vermelho. Não é de hoje que a Prefeitura Municipal de Itapira recorre a empréstimos para cobrir seus rombos orçamentários e manter as contas, aparentemente, em dia.
No documento apresentado ao Ministério Público o advogado apresenta argumentos para afirmar que a Prefeitura Municipal de Itapira ignora a Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo os principais pontos:

1. A prefeitura não apresentou qualquer fundamentação que justifique o empréstimo;

2. Falta de transparência do executivo:
2.1. Não é clara a real destinação dos recursos emprestados;
2.2. Não é objetivo a forma que serão utilizados os recursos emprestados;
2.3. Não especifica quais vias serão recapeadas com os recursos emprestados;
2.4. Não especifica quais prédios públicos serão construídos com os recursos emprestados;
2.5. Não especifica quais prédios públicos serão reformados com os recursos emprestados;
2.6. Não há nem mesmo uma estimativa de metragem para as obras com esses recursos emprestados;
2.7. Não há qualquer referência a estimativa de metragem das obras que se pretende realizar com os recursos emprestados;

3. Descaracterização da Lei Orçamentária Anual – LOA, definida em 2018:
3.1. Inexistência de debate público sobre recursos emprestados cujo valor correspondente a 10% do Orçamento Municipal para 2019 (R$ 335 mil);
3.2.  Inexistência de debate público sobre recursos emprestados cujo juros totais pode correm entre 11% e 12% ao ano;
3.3. Inexistência de debate público sobre recursos emprestados que levarão mais de 10 anos para ser quitado pelo cofre público municipal;

Esses pontos deveriam ser analisados pelos Vereadores. Percebida as inconsistências e lacunas, os vereadores, na sua atribuição de controladores e fiscais do poder público local, deveriam solicitar mais informações, chamar audiências públicas para somente então, com completo entendimento e esclarecimento público sobre o empréstimo, ir a votação. No entanto eles aprovaram tamanha balbúrdia com os recursos públicos municipais. Lembrando que vereadores eleitos com grande apelo popular, antes da metade do mandato já estão votando, junto da situação, sem questionar. Deixando a população paulista com um legado de dívidas que levará décadas para serem quitadas.
É preciso que o Ministério Público investigue muito mais que esse empréstimo de Itapira. É preciso investigar como uma prefeitura que apresenta publicamente superávit anual, mas ainda precisa de recursos emprestados para cumprir com o orçamento em diversos anos. Assim como é preciso investigar o que leva vereadores há servir como cartorário para um prefeito que já mostrou que merece que todos tenham mais atenção.

O artigo 48 da Lei 101 assegura a transparência na gestão orçamentária

 II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público;

Lei de Responsabilidade Fiscal

JM 1-7-19

Movimento popular prepara Seminário da Cidade

A Constituição Federal de 1988 proclamou o princípio da participação e controle social como pontos fundamentais na construção de políticas públicas. Infelizmente, desde o nível federal, passando pelos governos estaduais e municipais, existe um descaso com esse instrumento fundamental de vivência da democracia real e substantiva.
O movimento popular Se a cidade fosse nossa: itapira, com atividades iniciadas em 2016, tem como principal objetivo a promoção dos assuntos de interesse público de Itapira, qualificando o debate político na cidade. De caráter apartidário, todos são convidados a sentar como iguais para ouvir e falar sobre os problemas e possíveis soluções de conflitos que o poder local poderia tomar.
Tais ações promovem a prática da democracia, sendo uma importante instância apartidária para a melhoria da qualidade de vida de todos os itapirenses. De forma indireta essas ações coletivas, por conta de levantar dados e apurar fatos, acaba por se tornar também uma iniciativa para fiscalização social das ações do poder público. Em 2017 um levantamento sobre a Saúde apresentou um levantamento elaborado sobre o panorama municipal do setor. Os dados foram utilizados para solicitar, junto da Secretaria Municipal de Itapira, melhorias e apontar pontos mais carecem de atenção da municipalidade.
Neste sentido, estamos organizando e convidando os setores preocupados com Mobilidade urbana e meio ambiente (dia 15/07 – Segunda), desenvolvimento social, trabalho e juventude (17/07 – Quarta) e saúde e educação (18/07 – Quinta) para realizar um diagnóstico e apontar caminhos de soluções, tendo em vista uma cidade mais saudável. Informamos que o formato do evento procura dar voz e vez aos participantes, depois de ouvir sugestões e apontamentos de especialistas em cada dia, de no máximo 15 minutos. Venha colaborar com esta iniciativa e contribuir para com a construção de uma Itapira cada vez mais nossa!
Não é necessária inscrição, a entrada é franca e aberta a todos. Ocorrerá nas dependências da Câmara Municipal de Itapira, a casa do povo, nos dias 15, 17 e 18 de julho, com início às 19h e 30min.

Itapira nossa – 1-7-19

Eleições

Dada a filiação em abril em 2016, logo iniciou o debate sobre se haveríamos chapa majoritária. Como via alternativa o PSOL 50 lançou em Itapira, Cristiano Florence para prefeito e João Marquezini, para vice-prefeito. Quantas emoções, uma experiência que mais pessoas deveriam ter. Os cargos públicos tem que ser rotacionados, para não cairmos nos velhos mecanismos. Só existe teia de aranha em engenho parado.
Na contagem dos votos válidos, obtivemos 4.418 votos, 11,5%.Nas mesmas eleições, o historiador e professor Leandro Sartori obteve 962 votos, a 5ª maior votação para ocupar umas das 10 cadeiras vereadoras de Itapira. Não eleito por contas das regras chamadas coeficiente eleitoral. Um mecanismo político para garantir mínima coesão política na Câmara.

Em 2017 nos dedicamos provocar mudanças na estrutura interna partidária municipal. E em 2018 fui candidato a Deputado Federal.
1.965 votos. 182 cidades. Somos São Paulo. Ninguém jamais pode negar que somos Brasil também. E esse é só um começo. Espero participar de muitas eleições.
Espero ganhar algumas eleições, não todas. Também não pretendo ser candidato em todas. Gosto da área de assessoria política também. Desejo também votar. Desejo ver projetos nascerem e dar seus frutos. Devemos cuidar das nossas coisas, nós mesmos. Isso é ser socialista. Assim se vive uma democracia. Sem poder  absoluto em nenhuma instância.
As ideias ficam no mundo das ideias, a era da violência já acabou. Só resto uns últimos traumatizados do processo de militarização que passamos décadas atrás. Que não podemos deixar voltar acontecer novamente.

O Sol nasce para para todos.

JM 25-6-19

Nossa Itapira

No segundo semestre de 2016 deu início o movimento popular Se a cidade fosse nossa: Itapira. Um grupo de mais de 30 profissionais de diversas áreas, em especial professores e estudantes universitários, que se reuniram para escrever o que se tornou um plano de governo popular para as eleições de 2016.
Em outubro lideranças do movimento passaram a escrever coluna no Jornal Tribuna de Itapira. Aderindo o movimento contra a PEC 241, que congelou por 20 anos o orçamento brasileiro. Agravando a crise em que nos encontramos.
Ainda em 2016, dezembro, Cristiano Florence, em nome do movimento #NossaItapira protocolou representação no Ministério Público contra reajuste de subsídios para  vereadores e outras cargos públicos. Ao longo destes anos outras representações foram protocoladas, sobre outros temas. Assim como pedidos de informações, como sobre recursos parados por mais de 2 anos na área da Saúde.
Em 2017 o movimento entrou em duas grandes questões. Não a taxa do lixo, quando a municipalidade buscava criar mais um imposto, frente a grande crise que vinha se alastrando. Os trabalhadores não devem pagar pela má administração pública de uns.

Outra frente de ação, foi pela Saúde. Foi realizado um levantamento muito elucidativo sobre a condição gerais no atendimento nas UBSs e no Hospital Municipal de Itapira. Assim foram apresentados possíveis formas para resolver problemas em todas as conferências de Saúde pela cidade.
Em 2018 a luta pela Educação foi destaque. O movimento esteve nas bases da criação do Cursinho Popular Transcender o conhecimento. Uma respostas dos estudantes e professores de Itapira frente ao corte de tal serviço pela prefeitura. O curso foi aberto com cerca de 140 alunos, com aulas aos sábados no ESO. Depois migrando para as dependências da FATEC de Itapira. Em 2019 a prefeitura retornou com o oferecimento do cursinho por vias oficiais.
O movimento quis apresentar um plano de preparo pré vestibular para a municipalidade, no começo de 2019, a partir de suas experiências. A prefeitura de Itapira ainda não respondeu nosso pedido para uma reunião.

Parte do movimento Se a cidade fosse nossa: Itapira, se preparando para as eleições de 2016.

JM 25-6-19

Base ideológica

Política é modo de vida,  a forma como cada um de nós se relaciona com outros e o ambiente. Penso que todos nós queremos um modo de vida mais confortável, amistoso e seguro. Os conflitos ocorrem no caminho para este mesmo ideal e utópico fim.
Uns correm pelo viés ideológico de que violência se combate com mais violência e exposição, enquanto outras frentes pensam em caminhos menos violentos, onde a utopia máxima seria uma sociedade fraternal.
Nossa sociedade está passando por um processo resultante da negativa ao debate sobre ideologias e utopias. Pois as tecnologias e saberes que dispomos, ainda não são suficientes para fornecer respostas simples, claras e empíricas aos problemas sociais vivenciados. E toda lacuna social no processo de formação do cidadão é aproveitada pelos tiranos para impor sobre uma nação sua própria ideologia. O que não raramente também trás guerras, destruição e mortes. A utopia, deveria estar para o político, como são parábolas para cristãos. Como contos para pagãos. Jamais como reflexo direto da realidade. Sempre como reflexo dos nossos desejos e sonhos. Ou como, mais uma forma simplificada de explicar questões da vida complexas.

Neste contexto é fundamental a efetivação de um ensino público de qualidade. Visando a formação um povo sem medo de seus sentimentos, desejos e sonhos. Que entenda seu próprio protagonismo político.
Estudo mentalidades, utopias, histórias, religiões e atuou politicamente desde os 15 anos de idade. Minha única filiação política é com o Partido Socialismo e Liberdade – PSOL 50, se deu em 2016, aos 28 anos de idade.
Tenho muito orgulho de estar entre esses camaradas, neste momento. Mas já passei por diversos outros movimentos sociais e frentes de trabalho.
O PSOL 50 é um partido com reais valores democráticos e verdadeiramente progressista no Brasil, coerente desde sua fundação em 2005.
Os parlamentares sempre estão entre os mais conceituados em diversas frentes de pesquisas públicas e técnicas, assim como pelos profissionais das imprensas. Reflexo de nossa transparência e compromisso com um ideal de uma Brasil mais justo, digno e igualitário, dirigido pelos e para os trabalhadores.

A idade de ouro do gênero humano não passou, ela está no porvir, está na perfeição da ordem social

Saint-Simon. 1760-1825

JM 25-6-19

Caipira ou Kopira…

O tupi (tupi antigo) é a língua indígena clássica do Brasil, a que mais importância teve na construção espiritual e cultural de nosso país, a velha língua brasílica dos primeiros dois séculos do período colonial.

prof. Dr. Eduardo A. Navarro, 2007

Crescemos com a falsa percepção de que a cultura tupi é algo simplista e primitivo demais. Em 19 de abril nossas crianças desfilam com duas penas de papel na cabeça, e dois riscos de tinta na cara, e pronto.
No entanto a realidade é muito mais complexa. A língua é a primeira barreira para aprofundamento nos estudos sobre essas culturas. Como expressão do seu modo de vida as línguas nativas sofrem muitas mutações ao longo das gerações. Mas existem os troncos linguísticos, não menos numerosos. O que nós chamamos hoje de Tupi Antigo se trata de um dos dialetos mais faladas pelos povos costeiros, sendo ainda muito útil mata dentro.
Amazonas, Tocantins, Roraima e Mato Grosso do Sul tem troncos linguísticos nativos reconhecidos como oficial do estado, com ensino de algum tronco linguístico nativo no currículo escolar de algumas cidades.
Na bacia do Rio Negro, Amazonas, a língua mais falada pelos nativos é o Nheengatu. Uma derivação da língua geral do período colonial, cuja principal base são as línguas nativas. Embora com significativas diferenças, o Nheengatu e o Tupi Antigo possui similaridades tamanhas que o estudo de uma contribui para o estudo da outra.
O peso da escolha como base de estudos se deu pela minha baixa eficiência no aprendizagem de outras línguas. Logo com uma língua morta, e suas regras mais práticas e longe de grandes alterações, possibilitam uma base mais constante para o estudo. Embora o material para estudo do Nheengatu seja mais abundante que o de Tupi Antigo, ambos têm baixa produção literária e menos ainda para materiais educativos. De audiovisual, é praticamente inexistente.

No decorrer do levantamento sobre troncos linguísticos nativos do Brasil, tomei conhecimento do Dicionário Tupi Antigo: a língua indígena clássica do Brasil. O autor é o único professor universitário do Brasil de Tupi, leciona na USP. Atualmente está trabalhando em um dicionário da Língua Geral.
Além de lindamente ilustrado, o estudo do professor Navarro apresenta um profundo conhecimento sobre os costumes nativos, sendo possível perceber as intervenções europeias nestes costumes. O prefácio de Ariano Suassuna foi para mim um presente inesperado quando iniciei a leitura.
Naturalmente essa obra se tornou a principal base de estudos para questões linguísticas e consulta para outras questões.
kopira significa roçador, aquele que cuida do roçado. O lavrador. São todos caipiras, nós do interior de São Paulo e Minas, em especial. Descendentes de kopira. Somos todos tupis, nossa língua mãe é o Tupi Antigo.
Se não gostou, nem adianta ficar jururu, essa é palavra de origem tupi guarani, cujo conhecimento cosmológico é base outra base para o desenvolvimento do presente trabalho.

JM 22-6-19

Criado mural virtual de vigilância agropecuária de Itapira

Foto feita em junho de 2010, durante treinamento de sanidade de suídeos. Técnicos do estado todo foram convocados. Zona rural na regional de Jaboticabal.

Com mais de 10 anos de experiência no serviço público de Defesa Agropecuária de São Paulo, João Marquezini está atuando na Unidade de Defesa Agropecuária de Itapira desde novembro de 2018.
O atendimento público oficial ocorre em horário comercial em dias úteis, na Casa da Agricultura de Itapira, sito a rua doutor Francisco de Paula Moreira Barbosa, 103, no bairro Santa Cruz, Itapira – SP, 13974-390. Todas as informações do serviço público estão disponíveis nos sítios oficiais:

Governo do Estado de São Paulo
www.sp.gov.br
Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo
www.agricultura.sp.gov.br
Defesa Agropecuária (serviço oficial de vigilância agropecuária)
www.defesa.agricultura.sp.gov.br

Em 2016 servidores públicos correspondiam a 12% dos trabalhadores do Brasil. Somente a título de curiosidade, países como Dinamarca e Noruega os servidores públicos representam mais de 35% dos trabalhadores. No Brasil os governantes estão optando por reduzir esse número, sob justificativa de redução orçamentária. Assim muitos serviços públicos estão ficando precarizados, em especial nos serviços que requer mão-de-obra especializado.
A própria UDA de Itapira terá dificuldades em manter constância de atendimento, com único servidor, devido às questões que circulam o dia-a-dia de qualquer trabalhador brasileiro. Com o agravante que o serviço de vigilância, assim como toda a Secretaria de Agricultura e Abastecimento – SAA possui atribuições e demandas externas.
O serviço rotineiro de vigilância em si, mantém sua constância e ideal eficiência por meio do dedicado corpo técnico do Escritório de Defesa Agropecuária – EDA de Mogi Mirim, dirigido pelo engenheiro agrônomo Rogério Marçal, assim como em todas as outras unidades da Defesa Agropecuária de São Paulo.
O mural pretende organizar algumas informações específicas do serviço de vigilância de Itapira. Uma iniciativa profissional independente e extraoficial está em construção. As informações serão acrescida e modificadas de acordo com a demanda de serviço. Por experiência, algumas questões já estão sendo providenciadas como informações gerais sobre risco sanitário, calendário de vacinações, doenças e pragas de interesse público, em especial as que oferecem riscos à saúde humana ou de grande peso econômico, modelos de documentos e dicas e sugestões de boas práticas sanitárias. Também deve ser publicado em breve orientação sobre documentos necessário para efetivação de cadastros no GEDAVE.

O objetivo prático é a utilização da plataforma como referências para informações gerais, auxilando em eventuais emergências sanitárias.
O trabalho de vigilância é prevenir situações emergenciais. Com a mesma responsabilidade em garantir ferramentas para atuação frente a possíveis emergências sanitárias e epidemiológicas.
A informação se mantém como principal arma contra situações delicadas. É preciso esclarecer que o serviço público não se realiza por si só. A oferta pelo Governo do Estado se limita a assessoria técnica, livre de qualquer viés comercial. Logo parte fundamental do sucesso é a colaboração e correta aplicação das boas práticas produtivas sugeridas pelos técnicos.
A Defesa Agropecuária é um órgão de atribuição para fiscalização, inspeção e auditorias de estabelecimentos rurais. O objetivo do serviço está em garantir mínima qualidade e sanidade da produção da alimentação que está no prato de itapirenses, paulistas, brasileiros e é exportada para diversos locais do globo.
As finalidades e atribuições do serviço de vigilância estadual de São Paulo são estabelecidos e regulamentados pelo Decreto N. 43.512, de 2 de outubro de 1998.
A vida funcional do vigilante agropecuário público de Itapira está disponível em marquezini.com/funcional
A iniciativa faz parte da reorganização da vida pública de João Marquezini (técnico em agropecuária e historiador), buscando por meios mais democráticos e seguros para livre expressão de saberes e informações.

JM 21-6-19