Itapira há 200 anos

Tupi é a forma de auto denominação dos povos nativos mais utilizados por toda America do Sul. Indígenas é um termo eurocêntrico. Neste projeto sobre a História de Itapira, alusivo aos seus 200 anos de fundação pelos europeus, pretende-se explanar sobre o modo de vida Tupi e sua interação com os europeus.
Interação que deu origem ao caipira. Cujo próprio nome é de origem da palavra no Tupi Antigo: Kopira. Conceito usado sobre aquele que cultiva a terra, o roçador.

Tais ensaios serão publicados originalmente pelo Jornal Tribuna de Itapira.

Ytapirá 199

Em 24 de outubro de 1820, foi autorizada a derrubada do mato, no alto de um espigão, a beira de um penhasco. Poucos dias depois devotos de Nossa Senhora da Penha iniciaram a construção de uma pequena capela.

Ytapirá
Ytapirá 199 – caneta hidrográfica sobre papel – 279×105

Mas também Já li em muitos outros lugares essa forma de traduzir Itapira. Porém as de Almeida e Navarro são as que considero de maior peso quanto ao estudo da língua Tupi em geral. No entanto, para ambos o termo Tupi Ytapirá foge de todas as regras que eles mesmo apresentam como base para o início lógico do raciocínio e reflexão sobre o tema.

tY – Grafismo – marcador sobre papel. 279×105

Indícios sugerem que códigos escritos já haviam sido elaborados em algumas culturas Tupi, no entanto o volume de informações, sobreviventes aos últimos 500 anos de extermínio das culturas nativas brasileiras, é tão limitado que torna inviável a tentativa cientificista de reconstrução fiel das línguas faladas ou escritas. Deixando muitas lacunas abertas para que estudiosos e entusiastas se divirtam na imensidão das hipóteses. Lembrando que existem os regionalismos.


Itapira 200 – Introdução

Kopira de Itapira. Lápis aquarela sobre papel, 10,5x27cm.

Muitos preferem acreditar em qualquer devaneio sobre alienígenas construtores, do que aceitar que foram mentes e mãos nativas que construíram cidades como Machu Picchu. Desconsideramos que a alimentação típica europeia é sopa (com bastante água e pouco legume) e pão (trigo). Mandioca, pimenta, cacau, amendoim, erva mate, palmito, mamão, abacaxi, abóbora, batata doce, baunilha e inhame são alimentos que os europeus somente tiveram acesso depois de conhecer os Tupis.

Itapira de todos e do tempo

Sekoaba’e [o que é usual] – caneta hidrográfica sobre papel, 10,5x27cm

Os povos europeus primitivos viviam em disputas tribais por territórios. Parte dos europeus encontram no mar um saída, assim nascem os mitos sobre Terra Brasilis, a terra sem males. Sem guerra, onde alimento verte como água do chão. O Paraíso na Terra. Quando encontram e descobre que além de alimentos no chão brota ouro e prata, toda a europa quis sua parte por direito divino ao paraíso.

Sobre 1820: contextualizando o local

Realidades – caneta hidrográfica sobre papel, 21×10,5cm

Os Guarani ainda se entendem como uma grande nação, vivem em diversas regiões entre o litoral atlântico e a cordilheira dos Andes, chamamos esses territórios de Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Tetã Paraguái [nome oficial, em Guarani, do país vizinho]. Com mais de 5000 anos de História em 1500 já mantinham relações diplomáticas e rotas que ligavam São Paulo a toda América.

Una breve storia della Comunità Italiana di Itapira

Correspondente Consular da Itália, Walter Ricciluca. 14-5-2016 no Circolo Italo-Brasiliano XV de novembro di Itapira

Nada acontece do dia para a noite. Em 1877 embarcações financiadas pela Inglaterra e São Paulo, a primeira vez que uma Província negocia diretamente com outro Império que não o Império do Brasil, deixam portos italianos com destino ao Santos. Provavelmente subiram a serra amontoados na Maria Fumaça, menos de 20 anos o Imperador Dom Pedro II havia passado pelo mesmo caminho, mas a pé ou, quando seguro, no lombo de Jumentos pelas trilhas de fila única tradicional da logística Tupi.

Símbolo musical de Itapira

Releitura das “Armas de Itapira” – Caneta sobre papel com finalização virtual. 18-10-18

Na primeira metade do século foram guerras globais, e na segunda metade a superação dos discursos de ódio para os discursos de Paz. Assim é natural que o termo UNIÃO ganhe destaque, em oposição as separações provocadas pela violência da guerra.

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